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Sexta passada ocorreu algo engraçado. Não, não tem nada a ver com baralho.

Quando pulei do ônibus, chegando ao escritório, dei de cara com um boken (espada de madeira para treinos) na vitrine de um “pseudo antiquário” (na verdade uma lojinha de cacarecos velhos). Ele estava novinho e estavam vendendo por R$20,00. Estava de graça. E lá chego eu no escritório carregando um pedaço de pau.

O engraçado foi à noite, quando fui jantar com a Lelê e o João em um restaurante / bar novo que havia aberto na Haddock Lobo. Não sei porque cargas d´água o segurança e a hostess do lugar foram com a minha cara e me deixaram entrar no local carregando o boken, mesmo eu explicando o que era. Acho que eu tenho cara de confiável demais, ou não botaram uma fé de que eu poderia machucar alguém com aquilo.

Mas o episódio do boken não é a parte importante desta história. O importante é a vontade que eu tenho sentido há algum tempo de retomar treinos de artes marciais. O boken foi só um sinal deste pensamento.

Já treinei algumas modalidades diferentes no passado. Fiz alguns anos de judô quando moleque, alguns de capoeira na faculdade e mais outros de aikido a mais ou menos uns 7 ou 8 anos atrás. Comecei a achar que era hora de voltar.

Conversei bastante com o Fausto sobre as diversas modalidades de arte marcial que ele já havia praticado. Resolvemos que iríamos procurar e analisar alguns dojôs de aikido. Nesta semana fui uma noite em um deles. O Fausto havia se informado e poderíamos fazer até duas aulas gratuitas de teste, para experimentar o estilo.

Foi muito bom. Primeiro, porque pela primeira vez em meses, consegui ficar duas horas inteiras sem pensar em nada dos meus problemas. Depois, foi muito bom para ver que a minha memória muscular estava boa, pois mesmo estando duro e destreinado, os movimentos das técnicas vieram de forma natural. Claro que eu precisei de um tempo para começar a funcionar direito novamente.

Mas tiveram duas coisas que me chamaram a atenção:

– Algumas sutilezas dos movimentos saíram mais fluídas do que antigamente. Talvez isso se deva pelas aulas de dança, aonde eu tive que aprender a conduzir a dama de forma mais clara;

– Compreendi que atualmente eu tenho uma maturidade diferente do que na época que eu fazia aikido. Algumas questões básicas de interação, postura e até equilíbrio corporal ganharam uma nova dimensão. Vi detalhes que haviam passado totalmente desapercebidos anteriormente.

Ainda vou procurar mais um pouco o dojo ideal, mas fiquei realmente empolgado com a experiência. Acho que é uma forma de eu recuperar meu equilíbrio perdido e ajudar a juntar um pouco dos cacos aqui dentro.

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