Pateta_motorista

Quando comentei sobre a “tentativa de homicídio” pela qual passei, pairou no ar se eu estava sendo excessivamente dramático, se o motorista não estava simplesmente bêbado, etc, etc. Como eu falei nos comentários, sim, essa é uma possibilidade.

Mas me surpreendeu no final de semana, quando comentei do assunto com outras pessoas.

Meu irmão me contou o caso do pai de uma ex-namorada dele. Homem pacato e tranqüilo que na casa era submisso à esposa. Quando ele entrava no carro se transformava totalmente, como o Pateta no desenho animado, e usava o veículo para compensar a repressão no lar. Além de ser extremamente agressivo no trânsito, um dos hábitos que ele tinha era de bater com o espelho lateral em pedestres e ciclistas que estavam na rua, com a justificativa que ele estava “educando” que a rua era o lugar para os carros.

Uma outra amiga comentou que quando leu o meu post anterior lembrou de um livro que leu há tempos: “Feliz Ano Novo” do Rubens Fonseca. Um dos contos do livro, ”Passeio Noturno”, falava justamente de um homem cujo “passatempo” era atropelar pessoas à noite em ruas desertas.

Pesquisas sérias indicam que pelo menos 4% da população possui algum tipo de distúrbio psicótico ou sociopático, que variam de leve até um nível bem grave. Não é de se estranhar esbarrar com algumas dessas pessoas no nosso dia a dia e nem nos darmos conta disso.

Bom, deixo aqui o filme “educativo” de como funciona o comportamento de certas pessoas no trânsito, pela ótica do Pateta:

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