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Este post já está atrasado em mais de uma semana, mas por conta da correria das coisas para viagem, ele foi deixado de lado. Aproveitando que estou aqui visitando o menino pequeno, vou coloca-lo no ar.

Nesta estada do Marcos em São Paulo, aproveitamos para pedalar juntos. Uma das surpresas legais foi ir ao Ibirapuera e entrar em um lugar que sempre tive curiosidade de conhecer : o Viveiro Manequinho Lopez.

O lugar é bem legal, com diversas estufas antigas de plantas. Como estamos no começo da primavera (pelo menos aí no hemisfério sul), estava tudo muito florido e bonito.

E com a volta do Marcos para a Suiça, tive mais uma surpresa legal: ele deixou a bicicleta dele (que é muito melhor que a minha) comigo no Brasil. Finalmente vou ter uma bcicleta boa para as viagens de aventura futuras.

Bom, semana passada recebi novamente o link do vídeo da Susan Boyle, desta vez pela Dani, esposa do Marcos (ela o assistiu em uma igreja em Londres), e neste final de semana tive uma boa conversa sobre o assunto com o Rique .

O que falar sobre o fenômeno instantâneo que tomou posse da internet? Deste grande hype praticamente onipresente? Bom, posso falar que tenho sentimentos controversos quanto a ele (o hype, não a Boyle).

Não me interpretem mal. Vejo esta história toda como uma metáfora. Uma parábola de como as coisas poderiam ou deveriam ser. Não tiro o mérito da Boyle, mas debato a visão que as pessoas acabam tendo do vídeo.

Primeiro é necessário entender como eu assisti ao vídeo. Sabia de antemão que veria algo diferente, mas não sabia se bom ou ruim. Quando a Susan Boyle entrou no palco, pensei: ok, uma senhora mais velha, vestida de forma normal, relativamente feia para o padrão de beleza estipulado pela mídia. Não muito diferente de milhares de outras pessoas que vejo nas ruas todos os dias. Um pouco inocente e aparentemente ligeiramente desajeitada com o palco, mas perfeitamente compreensível para uma pessoa vinda do interior. Não a pré julguei de cara, apenas esperei para ver o que ela tinha para mostrar. Além disso, não estava tão imerso no vídeo como um todo, pois estava trabalhando enquanto o assistia. Talvez por isso meu choque não tenha sido tão grande e passei a analisar o vídeo de outra forma.

E não consigo vê-lo sem analisar o que ele é.

Todas as pessoas que participam destes shows de calouros passam por uma seleção prévia. Ninguém é louco de colocar alguém no palco sem saber o que esta pessoa irá fazer. É bem possível que os jurados soubessem de antemão o que iriam ver, então acredito que boa parte da surpresa deles é apenas teatro.

A produção toda é montada para te comover (comover no sentido de mover junto), por isso as câmeras inicialmente focam nos espectadores repudiando e depois se exaltando quando a Susan começa a cantar. Isso induz a quem vai assistir ao vídeo a copiar as emoções expostas. Mesmo a letra da música reflete na história que você está vendo, como um musical da Disney.

Mesmo a música de fundo, se for analisada, casa perfeitamente com os pontos certos para aumentar o seu envolvimento emocional. Como em um filme, ela pontua a emoção que quer ser transmitida.

Já em termos vocais, analisei o trabalho da Susan Boyle junto a dois amigos musicistas. Um deles fez uma análise em termos técnicos (já que trabalha com mixagem de som), e colocou que dificilmente o que estamos escutando foi exatamente o que ela cantou. Atualmente existem milhares de recursos para melhorar a voz em palco e em pós produção. Já a segunda análise foi no quesito vocal: apesar de cantar direitinho, ser tecnicamente afinada, a música que ela escolheu possui uma janela tonal muito pequena, o que torna a execução mais simples. Não foi uma música complexa, mas sim, foi executada de forma boa. Susan Boyle não é excepcional, somente bem competente, pelo menos no que vi.

Mas mesmo colocando na dimensão correta (ou que pelo menos eu considero correta), ainda assim acredito que em termos de história e conceito para a vida, é algo bonito de se pensar e analisar no nosso dia a dia. Serve para refletirmos quantas pessoas com potencial enorme para tanta coisa descartamos a uma primeira vista e como podemos atingir objetivos que parecem irreais se nos esforçarmos e acreditarmos em nós mesmos.

Conheci o Renato Ventura no Arquidiocesano, na época que eu ainda era professor de catequese. Ele era um cara calmo, tranqüilo, atencioso.

Mesmo depois de ter deixado a catequese de lado, ainda tínhamos um vínculo de amizade. Isso era no nosso final de adolescência. Saíamos de final de semana com a turma da época, que já incluía o Caio Gracco, amigo desde a época de colégio. Haviam histórias engraçadas sobre as nossas peripércias com o Gordini do Ventura em plena madrugada, como em certa noite que, após a tradicional rodada de bebedeira, colocamos algo como 7 marmanjos dentro do Gordini minúsculo, sendo que um deles era o Carlão, que na época deveria pesar uns 140 kg.

Bons tempos.

E qual foi o meu susto quando na quarta, dia 22 do mês passado, recebo uma ligação do Caio Gracco, quase meia noite me contando a história trágica que havia ocorrido. Para quem ainda não ligou a pessoa ao acontecimento, veja aqui e aqui.

Passei alguns dias mal e pensativo depois disso. Não só pelo ocorrido em si, com um amigo que agora era distante, não só pelo que leva uma pessoa a este ponto de desespero, mas como este desespero acabou afetando outras pessoas em volta, no caso o próprio filho.

Todos temos limites. Todos passam por momentos de pânico aonde nada mais faz sentido. Alguns chegam ao ponto de acreditar que a única saída é encerrar o trajeto por aqui. Acreditem, não é uma situação fácil e não é uma situação que você sai totalmente ileso. Já vivenciei isso. E, citando Lutero, “às vezes quando você olha para o abismo, ele olha de volta para você”. A saída nunca é ilesa. Mas independente disso, ainda me choca a questão do filho. De como ele conseguiu fazer o que fez com uma pessoa que amava.

Não sei ainda o que pensar direito de tudo isso. Só sei que tenho um sentimento de profundo pesar pela pessoa que um dia conheci, e que não terei chance de um dia voltar a ver.

Esta é uma vida de desencontros, aonde as relações pessoais estão fadadas a um fim ou afastamento. Devemos mesmo viver as nossas amizades da melhor forma possível, pois é provável que neste turbilhão em que vivemos, não tenhamos a chance de vê-las mais caso percamos o contato com o arrastar da maré.

pequenos_14“O gato é o espelho da mente do ser humano, da personalidade e atitudes de seu dono; da mesma maneira que o cachorro reflete a aparência física de seu dono.”

(Winifred Carriere)

Bom, algo menor e mais leve para balancear o bloco de texto gigantesco de ontem: seres mientos.

Aslan e Kyle foram dois apoios enormes que eu tive no ano passado. Companheiros sempre presentes disfarçados de gatos. Seguraram barras enormes, em troca de um punhado de ração e um pouco de carinho na barriga.

Ambos são “readotados”. Eles já haviam sido adotados anteriormente por um casal de grandes (literalmente) amigos, mas como eles alteraram o endereço de correspondência para um local um pouco mais distante (Suíça), os gatos foram adotados uma segunda vez, agora por mim.

Não sou só eu que tenho animais em casa. Letícia possui cães na casa dela. Atualmente apenas 6, mas quando a conheci eles somavam 18.

Seria eu mais “cat person” e ela mais “dog person”? Creio que o mais correto seria dizer que somos “animal persons”. Crescemos com muitos animais a nossa volta e temos um apego e preocupação grande com eles. Não só com os nossos, mas com os de outras pessoas também, sempre perguntando para elas sobre eles, interagindo e cuidando sempre que possível e sentindo realmente quando um deles se vai em definitivo.

Mas não posso reclamar. Os dois são muito legais. Tão legais que me deixam morar no apartamento e nem reclamam muito da minha presença.

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