Thought you had
all the answers
to rest your heart upon.
But something happens,
don’t see it coming, now
you can’t stop yourself.
Now you’re out there swimming…
In the deep.
In the deep.

Life keeps tumbling your heart in circles
till you… Let go.
Till you shed your pride, and you climb to heaven,
and you throw yourself off.
Now you’re out there spinning…
In the deep.
In the deep.
In the deep.
In the deep.

And now you’re out there spinning…
And now you’re out there spinning…
In the deep.
In the deep.
In the deep.

In the silence,
all your secrets, will
raise their worried heads.
Well, you can pin yourself back together,
to who you thought you were.
Now you’re out there livin’…
In the deep.
In the deep.
In the deep.

In the deep…

Now you’re out there spinning…
Now you’re out there swimming…
Now you’re out there spinning…
In the deep.
In the deep.
In the deep.
In the deep…

Domingo passado Verônica, Joana, Blagus e eu fizemos um passeio de bike até o Jardim Botânico, saindo da Consolação (eu fui pego somente no metro Paraíso).

A ida foi tranquilíssima, com muitas descidas. Fomos pela Santa Cruz até a Cursino e seguimos por ela. Demos a volta ao redor do Zoológico e chegamos ao Jardim Botânico sem grandes problemas. No final, todos acharam que parecia ser mais longe do que é na verdade.

Nunca havia entrado lá. É um passeio tranqüilo, mas muito bonito (clique nas fotos para ampliar):

Deck ao lado do riacho, logo na entrada.

Mais uma do Deck. Vê, Jô e Lex ao fundo.

Vê e eu nas escadarias.

Dentro de uma das estufas.

Dentro de uma das estufas.

Dentro de uma das estufas.

Ainda na estufa, mas a parte que não é para o público ver.

Vê e Lex na "trilha", um pouco antes do meu "acidente".

Quase no final do passeio dentro do Jardim, o tapado aqui resolve fazer uma graça e pular um murinho de pedras. Dei uma corridinha e quando estava para pular já vi que iria dar merda: havia muito musgo do outro lado e eu poderia patinar quando aterrissasse do pulo. O que eu não vi foi a lama que havia antes do muro.

Não teve jeito. O tênis estava com a sola bem gasta, eu estava meio de lado e patinei feio. Meus pés saíram do chão e eu caí de lado com as costelas no murinho. Mas depois do primeiro impacto a queda continuou e eu ainda bati a perna direita e depois o braço. Foi um estrago mais ou menos.

Foi uma queda imbecil. Foi a pior que eu tive em 10 anos, e totalmente imbecil.

Voltamos pedalando, só que agora ladeira acima, com as costelas doendo um pouco a cada inspiração. Felizmente não quebrou nada e o resto de dor que eu estou sentindo agora é pela inflamação do músculo na região do impacto.

Feia ficou a minha perna que já havia levado uma porrada no dia anterior e eu consegui bater em cima do mesmo roxo. Ficou essa beleza aqui:

Uma bela nebulosa...

Privação de sono e direção é uma combinação que sempre me preocupou. Fico angustiado quando alguém que gosto resolve pegar no volante morrendo de sono. A atenção cai muito e a possibilidade de uma “pescada” pode causar um acidente grave.

Não foi bem uma pescada que quase gerou um acidente comigo hoje, mas a falta de atenção que o sono traz, após dormir apenas três horas.

Aproveitei o dia para lavar a minha bicicleta que estava toda enlameada. Desmontei parte das peças, balde e escovinha e lá fui eu dar um tapa na bichinha.

Tudo bem, tudo bonito até que eu resolvo remonta-la. Me distraí e deixei a roda traseira meio frouxa. Pedalando na rua, comecei a sentir uma vibração estranha, mas não conseguia ver o que estava errado.

Vindo em velocidade pela Vergueiro, pedalei mais forte para ultrapassar um ônibus que estava parando e a roda se soltou e travou a catraca no garfo traseiro. A bicicleta simplesmente travou o movimento quase na frente do ônibus que ainda estava freando.

Consegui me equilibrar, direcionar a bicicleta e chegar na calçada sem maiores danos, fora o coração quase saindo pela boca. Não estragou nada, ou quase nada: a tampinha de proteção do eixo de engate rápido caiu no meio da avenida e foi atropelada e esmigalhada.

Perdi totalmente o sono, pois minha adrenalina está no talo agora. Mas fica a lição: se não dormir, não pedale.

No final de semana passado tive o meu exame de faixa no Aikido.

Passei as semanas anteriores treinando especificamente para o dia e fazendo “simulados” no dojo. O que me deixava impressionado era como eu ficava nervoso em cada simulado.

Eu podia passar o treino fazendo de forma tranqüila todos os movimentos da lista, podia estar relativamente confiante de que eles estavam mais ou menos corretos, mas montava-se a estrutura formal do simulado, como seria no dia do exame, e lá estava eu uma pilha de nervos.

Fiquei preocupado de estar nervoso da mesma forma no dia. E assim foi. Cheguei ao dojo central no domingo pela manhã, bastante tenso com tudo.

Antes do exame dos adultos ocorreu o exame de faixa das crianças. Foi aí que me deu o estalo: aquelas crianças estavam lá se divertindo horrores. Não que tudo fosse uma brincadeira, mas essa era a forma que eu deveria encarar. Era para ser divertido.

Então eu relaxei, pois no fundo eu não estava lá para passar no exame. Eu já havia passado. A Sensei Lila nunca teria deixado que eu o fizesse se não estivesse capacitado. Não estava lá para ser aprovado, mas para demonstrar para os outros Senseis o que a Lila havia me ensinado. Então relaxei e fiz uma demonstração “relativamente” tranqüila.

Mas o que mais me impressionou foi o exame de dois dos meus colegas de dojo, que fizeram o exame da faixa verde para a azul. Eles estavam sorrindo o tempo todo que faziam os golpes. Eles estavam se divertindo. E essa é a parte que eu mais quero aprender agora: a praticar o Aikido com olhos de criança novamente.

Desde sempre eu fui uma pessoa de agir e resolver as coisas. Sempre lembro de que, quando precisava construir algo com uma certa urgência (como algum cenário para teatro), não me importava em arrancar uma peça de algum outro objeto e resolver o problema. Depois eu me preocupava com o objeto que havia ficado perneta.

Por conta disso, momentos como este que estou, de transição e mudança em diversas áreas da minha vida, me deixam incomodado. Estou preparando muita coisa, arrumando muita coisa, entendendo e sentindo um outro tanto. Mas as coisas em si estão incompletas e não sei aonde eu consigo as peças para finaliza-las.

– – –

Meu psicólogo usou uma metáfora interessante uma vez. Das mudanças como sendo uma troca de poltronas.

Você está confortável na sua poltrona, mas ela já está meio capenga para você. Ou o estofado está ruim, ou ela está bamba, ou a posição já não é a melhor. Você então se dá conta de que você na verdade não se sente confortável, mas está acomodado naquela poltrona e nem para e pensa que pode achar uma poltrona mais adequada.

Ou você pode aceitar e ficar daquele jeito para sempre ou levantar e procurar outra poltrona. Se você acha outra fácil e tem certeza da escolha, melhor para você. Você se senta e continua confortavelmente a sua vida.

Mas por vezes você não encontra a poltrona ideal (ou pelo menos acha que não encontra) e tem que passar um bom tempo de pé. Por vezes a poltrona ideal está ocupada. Por vezes ela não existe ou você não sabe onde ela está. Por vezes, você fica apenas na dúvida de decidir por qual delas.

É nesta hora que você se cansa e de repente a poltrona antiga parece novamente confortável. E aí você corre o risco de voltar para ela e perder a sua busca.

– – –

A grande questão é que não estou cansado, mas sim ansioso por resolver tudo. Detesto coisas não resolvidas, pois me travam em outras áreas. Preciso muito estar confortável nas poltronas novas, nem que eu tenha que construí-las para isso.

Ontem foi um dia na base do pedal, de diversas formas.

A manhã começou com um transporte de recicláveis, passou por uma surpresa e um sorriso e fechou com compras para os gatos.

Na parte da tarde, foi a vez de encontrar amigos, conversar profissionalmente e esticar para um happy hour.

Mas o curioso foi na saída do barzinho (o Veloso), já por volta das 22h00. Algumas caipirinhas e a barriga cheia de coxinhas e outros petiscos fabulosos. Muita energia para gastar e uma total falta de vontade de parar em casa.

Passei em frente ao meu prédio e continuei ladeira abaixo. E toca pedalar. Sem rumo, apenas explorando, com a garoa levinha caindo à minha volta e poças e mais poças para brincar com os pneus da bicicleta.

Foram quase duas horas de vias de tráfego rápido, ruelas desertas, saltos em desníveis de calçada, cumprimentos para porteiros velhinhos em guaritas solitárias. Lama, chuva, água e folhas.

Mas mesmo depois de chegar em casa e tomar um bom banho, a noite ainda chamava por mim mais um pouco. O porteiro deve ter ficado se perguntando o que este maluco estava fazendo, saindo novamente de bicicleta à 1h00 da madrugada para mais um passeio.

Talvez eu esteja inebriado com a sensação de liberdade que o par de rodas me dá…

.

..

– o vídeo é de autoria do Mike Matas – http://www.mikematas.com


16 dias
4 países
12 cidades
7 aviões
quase 30 trens

foi bom, foi intenso, foi necessário
mas agora estou de volta
para um novo mundo

 

Blue Savannah

16 dias

4 países

12 cidades

7 aviões

quase 30 trens

foi bom, foi intenso, foi necessário

mas agora estou de volta

para um novo mundo

 

paris_1

Foi rápida, foi curta, foi intensa a estada.

Esperava algo de Paris, algo diferente, algo que sempre estudei academicamente.

Mas o que encontrei foi grandioso, magnífico…

E ao mesmo tempo acolhedor e simples.

Uma cidade de muitas nuances, aonde o tudo acontece nos detalhes.

Consegui entender porque ela precisa ser sentida e não analisada.

Não se pode simplesmente pensar Paris.

Ela deve ser respirada e sorvida.

Voltarei.

Preciso voltar, pois parte do meu coração ficou lá.

paris_2

Trilhos2

Pela janela passa uma profusão de verdes, amarelos, marrons, vermelhos.

A mancha do outono é limitada ao fundo pela linha branca dos alpes.

O ruído ritmado das rodas metálicas sobre os trilhos,

marca ao fundo o sacolejar e ranger do trem.

No ar, o aroma de fumo e o cantar arredondado de outra língua.

A incursão solitária pelo interior da França, traça um paralelo

com o encontro solitário comigo mesmo.

Meu tempo, meu espaço, minhas dúvidas, minhas decisões.

Estive à deriva. Agora estou novamente sobre trilhos.

Este post já está atrasado em mais de uma semana, mas por conta da correria das coisas para viagem, ele foi deixado de lado. Aproveitando que estou aqui visitando o menino pequeno, vou coloca-lo no ar.

Nesta estada do Marcos em São Paulo, aproveitamos para pedalar juntos. Uma das surpresas legais foi ir ao Ibirapuera e entrar em um lugar que sempre tive curiosidade de conhecer : o Viveiro Manequinho Lopez.

O lugar é bem legal, com diversas estufas antigas de plantas. Como estamos no começo da primavera (pelo menos aí no hemisfério sul), estava tudo muito florido e bonito.

E com a volta do Marcos para a Suiça, tive mais uma surpresa legal: ele deixou a bicicleta dele (que é muito melhor que a minha) comigo no Brasil. Finalmente vou ter uma bcicleta boa para as viagens de aventura futuras.

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