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Este é um detalhe que me incomodou um pouco em Buenos Aires: a mono etnia maciça. A grande maioria da população tem ascendência européia, principalmente italiana e espanhola. Fora esta grande massa branca, temos uma parcela bem menor de descendentes de índios nativos, mas é uma parcela realmente pequena da população.

Não se vê quase negros ou asiáticos por aqui. São muito raros e em geral são turistas de outros países. Chega ser estranho para nós, que estamos acostumados com a salada que é morar em São Paulo.

Tanto que aconteceu uma situação engraçada em uma das lojas que entramos. A atendente era coreana. Fiquei curioso e fui puxar papo. Ela me explicou que havia uma pequena imigração coreana por aqui, que eles já tinham um bairro próprio, que não era tão grande como em São Paulo (aonde ela inclusive possui um tio morando), etc, etc. O mais engraçado foi a outra funcionária da loja (esta de origem claramente indígena) que não entendeu o porquê de tantas perguntas e achou que estávamos interessados em comprar produtos coreanos no bairro deles.

Não tem jeito: eu gosto da mistura étnica. Neste ponto a cidade parece extremamente pobre perto da nossa.

Antes de virmos para cá, fomos bombardeados por pedidos para cancelarmos a viagem, por conta desta epidemia desenfreada que assola a Argentina. Curiosamente, as únicas pessoas que somente desejavam boa viagem e pareciam não estar preocupadas eram nossos amigos que trabalham de alguma forma ligados à área da saúde.

Por aqui, o quadro apresentado é bem diferente do exposto pela mídia sensacionalista. Ver pessoas andando com máscaras na rua é bem raro na verdade. Somente pessoas que lidam mais intensamente com o público e principalmente com estrangeiros (como encarregados da imigração nos aeroportos ou responsáveis pelo setor de saúde, por exemplo) usam máscaras constantemente.

Mas claro, temos tomado cuidados extras. Temos evitado aglomerações, boa parte dos nossos passeios tem sido em lugares abertos e amplos, temos ficado um pouco mais noiados com o nível de higiene (lavamos as mãos com muito mais freqüência e temos usado gel anticéptico com álcool). Parece que está funcionando tranqüilo para evitar problemas, mas caso as coisas piorem, já descobrimos aonde encontrar por aqui o equipamento básico para evitar problemas mais graves:

to boldly go where no pig has gone before

to boldly go where no pig has gone before

Bom, só digitando um post rápido enquanto a Lelê tira um cochilo aqui ao meu lado, após o dia todo de caminhadas.

Para os que não sabem (acredito que pouca gente), estamos esta semana em Buenos Aires, brincando de turistas.

A cidade é super bonita e tranqüila. Realmente tem uma cara bem européia. O povo é bem educado e gentil, nada daquela impressão ruim que é passada para nós sobre os argentinos, impressão esta derivada da rixa no futebol (e nem vou entrar novamente neste mérito).

Temos feito passeios a pé todos os dias. Estamos hospedados em um hotel no centro da cidade, em um ponto relativamente estratégico para tudo que queremos ver por aqui, o que facilita muito os passeios. O hotel em si é bem legal, com os quartos parecendo um pequeno flat. Temos dentro dele uma copa bem completa que facilita para preparamos chás e outras coisinhas durante a noite e no meio da tarde.

Aliás, passear para todos os lados por aqui é muito útil para queimar tudo o que a gente come por aqui, e como se come! Muito e muito bem! Fora as sobremesas (o sorvete é surreal de tão bom) e os vinhos.

Logo de cara, ficamos um pouco receosos para falar com os portenhos, com o pouco de espanhol que sabemos, mas agora já perdemos o receio e estamos falando tranqüilos. Por incrível que pareça, o portunhol funciona muito bem por aqui.

Só uma peculiaridade interessante: os portenhos são notívagos por excelência, então a cidade pela manhã e bem vazia, chega a ser até um pouco estranho. Parece que a vida surge somente da hora do almoço para frente.

Por enquanto é isso. Escrevo mais no próximo cochilo que a Lelê der por aqui.

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