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ironDon’t waste your time always searching for those wasted years.

Adoro Iron Maiden. Em termos de rock pesado, é uma das minhas bandas prediletas. Não só pelas letras (que acho fantásticas), mas pela musicalidade em si. É uma sonoridade extremamente densa e pesada, mas ao mesmo tempo harmoniosa e estupidamente bem trabalhada.

Fomos ao show deles no domingo. Tudo deu errado (ok, quase tudo) e acabou sendo um dos piores shows da minha vida.

Começou pela desorganização do evento. Os portões deveriam ter aberto às 14h00, mas acabaram abrindo somente às 16h00. Quando chegamos no Autódromo (por volta de umas 17h30), havia uma fila quilométrica (quilométrica mesmo, sem figuras de linguagem). O show de abertura começava às 20h00 e só conseguimos entrar no Autódromo quase às 21h00. Tivemos que descer correndo o resto do caminho até o local do show para pegar o início dele.

Havia chovido durante o dia e o local que abrigaria a platéia estava uma poça de lama gigantesca. Nunca mais vou a um show no Autódromo. Não existe infraestrutura para esse tipo de evento lá. Fora isso, a chuva havia danificado os telões e parte dos fogos para os momentos pirotécnicos que não ocorreram.

Nos enfiamos no meio do público. O aperto não era o problema, mas havia um pessoal muito bêbado que queria puxar briga o tempo todo. Pessoas se estranhando todo instante, gente olhando torto até para mim. Naquela hora eu fiquei mais preocupado de sobrar algo para a Lelê, então já fiquei tenso e na defensiva.

No meio da bagunça, ouvimos alguém reclamando que tinham sumido com o seu celular. Aí veio o susto: Lelê foi procurar o celular dela e já não estava mais lá. Não sabíamos se o aparelho tinha caído enquanto ela pulava em meio à massa de gente à nossa volta (e estaria espatifado e pisoteado em meio à lama), se ele tinha voado do bolso dela em meio à correria da descida (e deveria ter se espatifado no asfalto) ou se simplesmente teria sido afanado (mais tarde ficamos sabendo que estavam ocorrendo pequenos “arrastões” em meio ao público).

Tentamos procurar em meio às pernas das pessoas e a lama, mas era impossível de ver qualquer coisa por lá. Refizemos o trajeto de vinda, procuramos o achados e perdidos e nada.

Apesar do aparelho ser muito bom, não era a perda dele como bem material que era triste, nem das informações de agenda, calendários e mensagens que estavam lá, pois disso tudo havia um backup feito na semana anterior. Mas havia um ano inteiro de fotos no cartão de memória (a grande maioria não havia sido passada para o computador) e o celular havia sido o último presente de natal que a Lelê havia ganhado do seu pai.

Acabamos assistindo ao final do show de um ponto mais afastado do público, de um local mais alto, acima de toda a massa de gente. Estávamos cansados e chateados e já não conseguíamos aproveitar mais nada. Apesar de tudo, a visão daquela massa de mais de 60.000 pessoas se movimentando em sincronia era incrível de presenciar.

Resolvemos ir embora antes do bis, pegar o carro mais cedo e ir para casa resolver as coisas com a operadora do celular (bloquear o chip) e fazer o B.O. Chegando no estacionamento mequetrefe que havíamos deixado o carro, a cereja do sundae: um Opala estava atravancando a saída. O manobrista esqueceu de pegar a chave com o dono e o carro estava na ladeira que dava para a parte baixa do estacionamento, funcionando como rolha para todos os outros veículos.

Esperamos um bom tempo, tentando contornar o problema de todas as formas possíveis, mas nada. Comecei a fuçar no Opala e vi que o quebra vento estava com uma certa folga e com um pouco de jeito conseguiria arrombar o carro. Assim que surgiu mais gente e a massa crítica aumentou (explicando, havia mais gente raivosa para justificar o arrombamento do carro e mais braços para empurrar uma tonelada e meia de metal ladeira acima), demos uma forçada no quebra vento, abrimos a porta e soltamos o freio de mão.

Essa foi outra das partes divertidas, por incrível que possa parecer. O pessoal parou de reclamar, todo mundo trabalhou em conjunto e tiramos o Opala do estacionamento. Um detalhe punk foi que a direção estava travada para a direita, então tínhamos que subir o carro um pouco, frea-lo, mobilizar o grupo para levantar a frente do carro e gira-lo para a esquerda e depois voltar a empurrar. Após retirar o monstrengo, ainda tive o cuidado de ajeitar a trava do quebra-vento no lugar.

E disso tudo ainda ficou o ranço no fundo da garganta de um show que poderia ter sido bom, mas não aproveitamos. Agora é esperar que eles voltem e tentar novamente, mas não no Autódromo. Nunca mais lá.

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