Alô?
Alô, boa tarde.
Boa tarde.
Meu nome é Jozefa eu eu gostaria de ler um versículo da bíblia para sua família, se o senhor me permite…
Não, não permito.
Uma abertura para meus pensamentos

Só para tirar um pouco a poeira disso daqui.
“Conversando” no twitter hoje, lembrei da minha primeira bicicleta, que ganhei quando tinha entre 6 e 7 anos. Foi uma Caloi Dobravelzinha (ou mais corretamente, uma Caloi Berlineta), mais ou menos como essa daqui:
Pelo visto, ter uma bicicleta vermelha dobrável já estava programado desde cedo. O curioso é que a minha atual tem as rodas quase do mesmo tamanho (16″ e não 14″) que aquela primeira, quase 30 anos atrás…
Vida atribulada, muitas coisas acontecendo.
Este é só um post para tirar um pouco a poeira do blog, antes da próxima reviravolta que está por vir (e em breve) e que deve servir para eu colocar a vida no rumo certo (se é que isto existe) novamente.
Quem me conhece sabe que eu curto consertar as coisas e no geral eu gosto de fazer isso direito.
Mas tem horas que eu acho que, por motivos diversos, não vale mais à pena.
E o que eu faço é apenas contornar o problema, ainda que de forma funcional, do modo mais preguiçoso possível.
Este foi o caso da torneira do filtro do escritório:
E está lá, há quase uma semana. Firme e forte.
Gatos. Cada dia uma mania nova. A atual do Aslan e do Kyle é explorar o território externo ao apartamento.
Eu acredito que seja pela reforma da fachada que está rolando do lado de fora do prédio. Batidas nas paredes o dia todo, pessoas descendo penduradas pelas janelas. Eles devem se sentir incomodados e com o território invadido por isso tudo. Quando eu abro a porta para entrar ou sair de casa, o Aslan simplesmente foge e o Kyle o segue.
O Aslan atravessa rapidinho o corredor inteiro, ignorando a caixa das escadas, vai até as portas da outra ponta e começa a miar. Aí volta devagar e cheirando tudo. Enquanto isso, o Kyle arrisca somente uns poucos passos longe da porta.
Espero ele no meio do corredor, para evitar qualquer olhar torto para as escadas. Ele volta o caminho e para perto de mim. O resto da volta é um misto de caminhar juntos, tombar no chão querendo carinho na barriga e carregar para dentro de casa no colo.
Ainda bem que não é um instinto de fuga, mas apenas curiosidade pelo lado de fora.
Bom, fechando o post, mais algumas fotos dos meus e dos agregados.
Antes de ontem, vinte horas trabalhando e desabo dormindo quase em comatose.
Na manhã seguinte, antes do despertador, o telefone toca. Ao fundo, o indefectível barulho do ambiente de telemarketing.
“Bom dia senhor, aqui é do Banco do Brasil.” – do qual não sou correntista.
Sono e um mau-humor abissal: “Não quero falar agora. Liga mais tarde.”
“Mais tarde quando, senhor?”
“Em dezembro.”
“Hummmnn… Ok.”
*click*

Ontem fizeram exatos 9 anos que a conheci.
Naquele primeiro momento, trajava macacão curto, bem moleca.
E em 9, muita coisa mudou.
Há 2, prometi que seríamos amigos ao menos pelos próximos 50.
9 atrás, não poderia imaginar que a moleca da janela estaria aqui, ao meu lado.
Mas consigo imaginar aonde quero que ela esteja, nos próximos 48.
Penúltimo dia de caminhada: este foi o que tivemos o menor rendimento. A trilha estava bem pesada e estávamos cansados. Logo chegaríamos ao último ponto de acampamento.
Final da trilha pelo rio. Neste ponto, existe uma garganta que não dá para atravessar ou contornar. Quer dizer, pessoas normais. O Lex já arriscou um mergulho nela anos atrás.
Para chegar no nosso último ponto de acampamento, foi necessário o auxílio de uma corda, para subir uma parede de pedra e entrar no meio do mato para chegar numa pequena clareira.
Chegando na clareira, enquanto as meninas montavam o acampamento, Lex e eu fomos até a beira da garganta para conseguirmos água. Montamos um rapel e descemos a parede reta até o nível do rio. Enchemos os reservatórios e subimos novamente pela corda.
Nesta noite estávamos acabados. Caímos no sono cedo, enquanto nuvens carregadas passavam por nós. Trovejou a noite toda, mas a chuva não chegou a cair.
No dia seguinte, levantamos mais cedo, empacotamos as coisas e toca o caminho de volta. Tínhamos que cobrir todo o caminho e ainda encarar a ladeira acima. Eu estava com uma certa preocupação quanto a conseguirmos fazer todo o percurso de volta a tempo. Toca apertar o passo. Desta vez a caminhada foi realmente puxada.
Pegamos a bifurcação na trilha e começamos a subir o caminho da cachoeira da fumaça. Esse caminho era muito mais íngreme, e enfrentamos uma verdadeira escalada em meio à trilha de terra e lama no meio do mato.
Depois de subir mais de 100 metros de uma baita pirambeira, tendo que manter um espaçamento razoável entre cada pessoa para evitar que pedras soltas pelo caminho acertassem o parceiro imediatamente abaixo, chegamos novamente ao topo da serra, de onde se tinha uma vista ampla de Cubatão e Santos.
Ainda faltava mais um último trecho de trilha, que começou bem aberta no leito do rio, mas que depois fechou bastante, passando então para um caminho entre dois paredões de terra, com um córrego de água estagnada e lama correndo abaixo.
Neste ponto, a trilha voltou a ficar mais livre e horizontal e começamos novamente a ganhar rendimento e velocidade. Chegamos com o sol já se pondo ao lamaçal e às linhas de alta tensão com seu zumbido característico. Desta vez não tivemos tanta sorte e nos sujamos inteiros, encharcando botas, meias e calças.
Lá estávamos novamente na estrada (ponto 2) para pegar o ônibus. A noite já estava escura. Estávamos sujos e fedendo a lodo. Trocamos as roupas lá mesmo, no meio fio, correndo pois o ônibus já estava chegando. As “botas de astronauta” receberam um fim não tão honroso, depois de sobreviverem a volta da trilha toda, sendo jogadas numa pilha enorme de lixo na beira da estrada.
Chegando novamente em Rio Grande da Serra, uma pausa antes de pegar o trem de volta para São Paulo, em um boteco com uma boa cerveja gelada.
No dia seguinte, um sorriso no rosto, o corpo inteiro dolorido e a lembrança de que não tínhamos mais 18 anos. Mas a vontade era de voltar para o meio do mato.
Acho que chegou a hora de começar a planejar a próxima empreitada.
Depois de um (não tão) breve intervalo, continuemos a história do passeio.
Após um belo brunch, hora de levantar acampamento e continuar a viagem. Desmonta-se tudo, limpa-se tudo e acondiciona-se novamente nas mochilas. Ao retomar a trilha, um susto: a quantidade de pessoas que estavam no ponto de acampamento logo à frente. Parecia uma pequena cidade. Barracas e pessoas espalhadas por todos os espaços disponíveis.
Começamos então a entrar na parte mais rochosa do leito do rio. Neste ponto, o ritmo de caminhada caiu muito, pois tínhamos que nos equilibrar nas rochas e a mochila atrapalhava bastante. Mas a vista estava cada vez mais bonita.
Chegamos então à bifurcação que iríamos fazer no caminho de volta:
Entrávamos então no vale da morte e no início de uma das partes mais difíceis da viagem. Já havíamos descido mais ou menos uns 300 metros desde o início da caminhada, e este era um dos ponto de descida mais acentuada:
Nas nossas paradas de descanso, podíamos aproveitar as cachoeiras para alguns mergulhos:
Como a velocidade de avanço estava bem menor do que esperávamos, tivemos que improvisar um ponto de parada (nosso acampamento nº 2) antes do esperado. Descer o rio de pedras no escuro não parecia uma boa idéia. Um platô mais plano, ao lado do rio, serviu para improvisarmos um local para as barracas.
Para caber as duas barracas e a rede, tivemos que fazer uma certa movimentação de terra, aplainar o terreno e carregar algumas pedras de um lado para o outro:
Apesar da certa precariedade do local de parada, era delicioso para dormir olhando para as estrelas e acordar logo pela manhã com a frente da barraca voltada para o rio e para pequenas cachoeiras. Aproveitamos o dia seguinte para curtir o lugar e dar alguns bons mergulhos antes de continuar o restante do dia de caminhada.
Por ser carnaval, a área de acampamento que o Lex conhecia, mais ampla e espaçosa, estava tomada por outras barracas. Tivemos que montar a nossa num ponto antes de chegar à esta área, numa pequena clareira ao lado do rio. Como era em um trecho de passagem, durante a noite e no dia seguinte, tivemos várias visitas de ilustres desconhecidos no nosso acampamento.
Momento de montar a “casinha”:
Nós levamos duas barracas para os casais e uma rede com uma Tarp Oca para a Vê. A montagem da rede demandou uma técnica um pouco mais apurada:
E o resultado final, com a rede já com a cobertura:
O espaço interno é bastante confortável:
A nossa “favelinha” já pronta, com o Lex já separando o material para o rango:
Antes da janta, porém, deu para parar um pouco, curtir a tranqüilidade em meio ao nada e atualizar um pouco a leitura:
No dia seguinte pela manhã, hora da bóia com um senhor brunch. Viajando com a Jô, Lex e Vê, come-se muito, mas muito bem! Nada de miojo e outras tranqueiras tradicionais. Este foi o dia do Lex preparar um senhor omeletão:
Na janta da noite anterior, teve até sobremesa, de arroz doce e açaí:
Enquanto rolava a preparação da comida, acabei me “entretendo” com a resolução de um sério problema: a bota da Vê. Com a sola solta, teríamos problemas mais para frente no caminho de volta. Hora de um pouco de “MacGyverísmo” com o rolo de Silver Tape:
Quando terminei, fiquei na dúvida se o conserto agüentaria o tranco da trilha. Mas parece que meu remendo foi bem eficiente. A bota agüentou inteira até o final, quando teve o seu honroso “funeral viking”.
Descendo do ônibus, já entramos na trilha que sai direto da estrada. Este trecho ainda era bem mais simples e plano, tanto que o rendimento do primeiro dia foi bastante proveitoso.
Basicamente o início deste trecho era uma estrada de terra batida em meio a um pântano. Logo no começo, passamos por debaixo de algumas torres de alta-tensão. Dava para ouvir claramente o chiado da energia elétrica nos fios.
Últimos preparativos – verificando as câmeras para coletar boas fotos:
Todos prontos para ir, com as mochilas enormes nas costas:
Enfrentando os trechos de pântano. Este da ida até que foi tranqüilo:
Trechos da trilha, ainda bem simples e aberta:
A primeira dificuldade: atravessar o rio sobre os troncos, com a mochila pesada nas costas. A bichinha acaba desequilibrando mesmo a gente:
Mais um trecho pantanoso e o primeiro “acidente”. Vê enfia o pé na lama e a sola da sua bota (ou boot para os íntimos) descola e solta quase totalmente. Para prosseguir caminho, foi necessária uma “cirurgia de emergência”:
Como a região é bem próxima de áreas povoadas, encontramos bastante lixo no caminho. Na foto, eu com o que sobrou de um chinelo de algum trilheiro pé-de-frango:
E no último pedaço da trilha deste dia, chegamos ao rio, aonde fizemos trechos alternando entre terra firme e por dentro do leito até chegarmos no ponto do primeiro acampamento.